Tópicos

* Seria a fotografia apenas um modo de ver?
* Ainda teremos o que inventar?
* O que alguém quer dizer quando afirma: sou fotógrafo!?
* O que é visto não seria igual ao que somos?

O que trazer

Ensaio ou portfólio para compartilhar em aula.

Infos

Curso [4 encontros]
12, 19, 26 de agosto e 02 de setembro
as terças-feiras das 19h às 22h
2x R$ 270,00

Descrição

Diante da fragmentação da imagem e das “oportunidades” que o mundo contemporâneo incansavelmente “oferece” – minuto após minuto – aos nossos olhos, uma questão fundamental nos faz refletir: quem vê o quê?

Sabemos onde fotografar. Sabemos o que fotografar. Mas saberemos verdadeiramente como fotografar? De que forma enxergamos o outro/o que está diante dos nossos olhos? Fotografia não é uma questão de moda, muito menos de modismos. Nenhum verdadeiro olhar entra na moda. Por isso que o limite entre um olhar interior e outro, exterior, é facilmente identificável. Apesar de parecer o contrário.

Qual a diferença entre uma fotografia para ir além e outra, que não ultrapassará os limites de material de consumo?

Inventamos a fotografia por quê? Se vemos todas as coisas, por que inventamos fixá-Ias? Não é bastante vê-Ias, cada um do seu jeito?  Por que é que inventamos essa “coisa” que não é para os outros verem a mesma coisa que a gente viu? Assim sendo, de que forma enxergamos quem está diante dos nossos olhos? Por que inventamos para o outro um mundo que está dentro da nossa cabeça?

Em quatro encontros com o escritor e curador Diógenes Moura uma conversa  sobre fotografia e cegueira, fotografia e literatura, fotografia para enganar o próximo, fotografia para ir a lugar nenhum, fotografia para ir além.

Foto: Flavio Damm – Ladeira da Montanha, Salvador, BA., déc.1960

Inscrição

Diógenes Moura

Nasceu na Rua do Lima, em Recife, Pernambuco. Escritor, jornalista, roteirista, editor e curador de fotografia foi eleito o Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite, em 2009. No ano seguinte recebeu o prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor livro de contos/crônicas com Ficção Interrompida – Uma Caixa de Curtas (Ateliê Editorial). Com o mesmo título foi finalista do Premio Jabuti de Literatura 2011. Em 2012 foi curador de mostras importantes como Andy Warhol – Superfície (Museu da Imagem e do Som São Paulo), Interior Profundo – Mestre Júlio Santos (Pinacoteca do Estado de São Paulo), Dos Filhos Desse Solo? exposição que representou o Brasil no PHOTOIMAGEM 2012, na República Dominicana (MAM – Santo Domingo) e O Mais Parecido Possível – O Retrato (Pinacoteca do Estado de São Paulo). Em 2013 realizou a curadoria/edição da mostra Busca-me, de Boris Kossoy. Atualmente trabalha no projeto para a mostra Butterflies and Zebras, de Mario Cravo Neto, que será realizada entre julho/novembro na Estação Pinacoteca. Autor e curador de olhar silencioso, não possui nenhuma expectativa em relação ao futuro da humanidade, mesmo assim finaliza o livro de crônicas fotográficas Fulana Despedaçou os Versos e a novela A Placa Mãe, com publicação prevista para o segundo semestre de 2013. Só entende fotografia vendo-a como literatura.

Foto: Monica Vendramini

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