Tópicos

As bases conceituais da filosofia analítica da fotografia:

  • Distinção entre conhecimento por familiaridade e conhecimento por descrição;
  • A fotografia como familiaridade remota espaço-temporal – (Kendall Walton e Roger Scruton);
  • A deflação das pretensões artísticas da fotografia como familiaridade remota (Arthur Danto e o Dilema de Eurípedes);
  • A necessidade do realismo metafísico do passado (Bertrand Russell e o filme fotográfico como modelo da estrutura temporal da realidade).

A fotografia como descrição do mundo:

  • Resumo da aula anterior;
  • Distinção entre pensamento singular (objeto-dependente) e pensamento geral (objeto-independente);
  • A impossibilidade de pensamentos singulares através do conteúdo das fotografias (a crítica de John Zeimbekis à fotografia como familiaridade);
  • A fotografia como descrição do mundo;
  • As consequências estéticas da fotografia como descrição;
  • A inversão temporal: a fotografia como resíduo no presente de algo que não mais existe.

Dois modos de conceber a relação entre fotografia e passado:

  • Resumo das aulas anteriores;
  • Realismo e antirrealismo do passado;
  • Realismo e o conteúdo estático das fotografias;
  • Antirrealismo e o conteúdo dinâmico das fotografias;
  • Consequências do antirrealismo: a incomensurabilidade do passado, o enfraquecimento da identidade pessoal e o passado da fotografia como narrativa presente.

O que trazer

Material para anotações.

Infos

Workshop [9 horas]
06 e 07 de maio
19h às 22h [sexta-feira]
10h às 18h [sábado]
2x R$ 270,00

Descrição

A filosofia analítica desenvolveu-se ao longo do século XX e constituiu um dos eixos centrais da filosofia contemporânea. Há algumas décadas, deu-se início à utilização de conceitos e teses da tradição analítica para tematizar o estatuto da fotografia como meio de conhecimento sobre o mundo e modo de expressão artística. O objetivo deste Minicurso é oferecer uma introdução à filosofia analítica da fotografia, permitindo aos participantes a compreensão das bases conceituais desse novo modo de entendimento filosófico da fotografia – que atualmente ainda se encontra limitado ao meio acadêmico. Duas questões serão centrais em nossas análises: i) qual o tipo de conhecimento sobre o mundo temos através da fotografia e ii) qual é a função desempenhada pela fotografia nos pensamentos sobre objetos e pessoas conhecidos através de fotografias. Analisaremos duas linhas de respostas a essas indagações, tendo em vista compreender as consequências estéticas dessas duas abordagens e do valor concedido por elas à fotografia como arte. Por fim, analisaremos como essas duas linhas de respostas pressupõem diferentes compreensões do que é o passado e de como a fotografia se relaciona com o passado. Isso nos permitirá contrapor uma compreensão estática do conteúdo da fotografia em oposição a uma compreensão dinâmica do conteúdo. Contaremos com a participação e interlocução do grande fotógrafo Claudio Edinger.

Foto: Guilherme Ghisoni – “Foto, relato e memória: três caminhos para o passado” – do ensaio “Observações Filosóficas”

Inscrição

Guilherme Ghisoni da Silva

Guilherme Ghisoni da Silva é fotógrafo, Professor Adjunto da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás e coordenador do Grupo de Estudos de Filosofia da Fotografia da mesma instituição. Nasceu em Tubarão (Santa Catarina – Brasil), no ano de 1976. Estudou música na Escola de Música de Londres em 1999. Também nesse período (1997-1999), em Londres, ele fez cursos em fotografia no Working Men College, no Kingsway College e trabalhou como assistente de fotógrafo e fotógrafo freelance. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2011), com estágio na Université Pierre-Mendès-France – Grenoble II (na França). Mestre (2006) e Bacharel (2004) em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná. Ganhador do Prêmio ANPOF 2006-2007‏ de Melhor Dissertação de Filosofia do Brasil da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF).

 www.ghisoni.com.br

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