Tópicos

• Palestra sobre a história da daguerrotipia, apresentação dos equipamentos e procedimentos para a realização do processo.
• Durante a vivência serão feitas todas as etapas de produção de um Daguerreótipo:
– Sensibilização de duas placas de prata.
– Exposição na câmera fotográfica.
– Revelação com mercúrio.
– Fixação e montagem com materiais contemporâneos.

O que trazer

Infos

Workshop [08 horas]
aguarde nova data para 2017
09h às 18h [sábado]
2x R$ 270,00

Descrição

Um daguerreótipo é uma imagem única realizada sobre uma placa de cobre recoberta de uma fina camada de prata. Sua superfície prateada reluzente mostra, conforme o ângulo do olhar, ora uma imagem negativa, ora uma imagem positiva: é um positivo direto.

(Definição tirada do catálogo PARIS ET LE DAGUERREOTYPE, Paris Musees –  tradução livre)

 

O primeiro processo fotográfico, desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguerre, foi publicado pela Academie des Sciences de Paris em 19 de agosto de 1839. A daguerreotipia surpreendeu o mundo com a sua capacidade de reprodução da realidade, apresentando uma definição que nunca foi superada por outra técnica. Além disso, a daguerreotipia confere à fotografia o status de jóia, pois trata-se de uma imagem formada sobre a prata, um metal nobre,  e muitas vezes tratado com uma viragem em ouro, sendo cada exemplar um original único.

Entre os processos históricos a daguerreotipia é a técnica menos revisitada na era moderna. A produção do daguerreótipo requer um envolvimento muito íntimo e particular com o fotógrafo, pois trata-se de um trabalho que exige concentração, paciência, minúcia, esmero, determinação e também bastante cuidado, pois lida com químicos perigosos. Por isto o domínio sobre cada etapa é imprescindível mas, apesar disto, a imagem é resultado de uma sutil ligação entre a ciência e a intuição. Escreve o príncipe Adalberto da Prússia em seu diário de 1842 sobre Don Pedro II: “ O imperador mesmo já tinha feito diversas experiências com a daguerreotipia, e era de opinião que o acaso provavelmente desempenharia nela o papel principal…” e Gisèle Freund, historiadora da fotografia,  escreve sobre os  daguerreotipistas do século XIX : “Com efeito, não só às suas qualidades de artistas, mas também à sua capacidade de artesãos é que devemos a elevada qualidade de sua produção fotográfica.”

Desta forma, atrás de um daguerreótipo está sempre um apurado processo de busca pela qualidade, de auto-conhecimento, de perseverança e persistência, além de um íntimo desejo de ver realizada a transformação dos materiais, tal como os alquimistas o almejavam. Por isto o resultado bem sucedido exerce sempre um mágico fascínio.

A proposta do Studio Século XIX é uma “Vivência em Daguerreotipia”, e oferecer um panorama integral desta técnica fotográfica oitocentista, permitir que cada participante veja o processo desde o polimento da placa de cobre até obter a imagem sobre a prata.

Inscrição

Francisco Moreira da Costa

Carioca, nascido em 1960.  Pesquisa Daguerreotipia desde 1996. Desenvolveu o seu equipamento a partir de manuais do século XIX. É um dos únicos brasileiros a utilizar a técnica original da daguerreotipia e está entre os cerca de 30 daguerreotipistas contemporâneos em atividade no mundo inteiro. Em 2004 foi selecionado para o Salão Arte Pará com três daguerreótipos, recebendo por um deles, o Prêmio Aquisição,  Acervo da Fundação Rômulo Maiorana. Já coordenou diversas Oficinas de Daguerreotipia pelo Brasil e América do Sul.

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