Cartaz Livro Lugar

Cartaz Livro Lugar

De 08 de março a 15 de agosto de 2016

Exposicao Gilberto Tome

Nos dias 08 de março a 01 de junho, o Madalena Centro de Estudos da Imagem apresenta a exposição “Cartaz Livro Lugar” com imagens do artista gráfico Gilberto Tomé. Seus cartazes, sempre impressos nos dois lados do papel em serigrafia e tipografia, podem ser agrupados formando cadernos ou livros, seguindo a estrutura do códice. Mas também podem ser colados nas ruas e em outros espaços públicos, criando diferentes narrativas. Passado algum tempo, parte desses cartazes é retirada dos muros e reorganizada no formato de novos livros, únicos, marcados pela ação do tempo e da própria cidade.

Neste trabalho, memória, paisagem e processo se confundem e, por isso, constituem o principal eixo deste projeto. Para nos dar a ideia do quão incrível e singular é  “Cartaz Livro Lugar”, Iatã Cannabrava elaborou um texto a altura desta exposição:

“Se alguém sabe que taturana não é a fruto do Ingá, nem mesmo flor que ser cheire, esse alguém Tomé é.

Ele, Tomé, nunca se esquece de que rapadura é doce mas não é mole não. Mesmo sendo um exímio jogador de pérolas aos porcos.
Como de um personagem dos velhos e modernos fanzines, o artista Gilberto Tomé emerge da cidade trazendo no cartaz uma notícia extra: Pixaram o muro! Rasgaram o prédio! Construíram em cima! “A cidade é caótica, não vivo sem ela”

Nestas alturas este texto começa a se contaminar tanto com a obra de Tomé que se o leitor ainda não viu os lambe-lambes-colados-na-parede — (alguém aí sabe o plural de lambe-lambe? O infinitivo do pixo? Ou as incógnitas da arte urbana? Tomé o sabe)

Já foi motivo de muita disputa lá no salão, o tal do pôster com a enigmática e atraente frase “tatu velho não se esquece do buraco”. Sou capaz de me lembrar de cada um dos visitantes que não se envergonhou de pedir de presente o curioso lambe-lambe emoldurado. O efeito de atração era igual para franceses, catalães, ingleses, cariocas, nordestinos, gaúchos, russos e até um recém chegado de uma pós-graduação na Nova Zelândia. Antes mesmo de saber quem fizera essa obra de signos, já se sabia que o projeto era universal, que era globalizado. É como se fosse um trabalho dos dígitos análogos.

Toda esta série de ideias lançadas ao sopro do ventilador Ventisilva são mais do que códigos suficientes para aqueles que são apaixonados pelo sentido urbano onde obviamente Tomé é um deles. Cidade é isso e só os bons artistas têm autorização para decifra-la. Tatu velho não se esquece do buraco, Tomé também não.”

 

Exposicao Gilberto Tome

Exposicao Gilberto Tome

Exposicao Gilberto Tome

Exposicao Gilberto Tome

Compartilhe isso: